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(pt) Carta ao movimento pró-Mumia Abu-Jamal

From edu jesus <mumia_abujamal@hotmail.com>
Date Fri, 3 Mar 2000 21:01:34 -0500


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      A - I N F O S  N E W S  S E R V I C E
            http://www.ainfos.ca/
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Os primeiros meses do ano serão cru­ciais para salvar Mumia Abu-Jamal.
Agora, mais que nunca, devemos intensificar os nossos esforços e realizações. Temos de mobilizar e criar uma corrente de
opinião que influencie positivamente a decisão do tribunal federal (o que poderá acontecer em Março).
O juiz William H. Yohn Jr. vai decidir se convoca um tribunal onde Mumia possa fazer a sua defesa. Ou se vai continuar a
só aceitar as provas que foram admitidas a julgamento pelo juiz-verdugo Alberto Sabo, que só autorizou os depoimentos e
os testemunhos da acusação e recusou os da defesa.
As provas têm de ser avaliadas.
Está nas mão do juiz Yohn decidir se vão ou não ser revistos todos os aspectos do processo e as decisões dos tribunais
estatais. Yohn tem autoridade constitucional para fazê-lo, apesar das restrições impostas aos tribunais federais pela
Lei Contra o Terrorismo e Pena de Morte Efectiva de 1996. A decisão será definitiva: se não permitir que sejam admitidas
as provas recusadas pelos tribunais da Pensilvânia, estas não poderão vir a fundamentar o processo de apelo federal. Se
não forem anuladas as decisões do juiz Sabo, nos Estados Unidos não há justiça.
Os movimentos populares influenciam as decisões dos tribunais.
Os eruditos dizem-nos que os juizes são soberanos. Porém a história mostra-nos que as acções do povo exercem grande
influência, especialmente em casos políticos de grandes repercussões. Nos anos 50, o movimento popular de boicote aos
transportes públicos obrigou os tribunais a proi­bir a segregação dos negros em Montgomery, Alabama. Nos anos 70, os
tribunais de apelo anularam a condenação dos 7 de Chicago (implicados nos distúrbios da Convenção democrata de 1968) e
de Huey P. Newton (líder do Partido dos Panteras Negras), em grande medida porque os olhos de todo o mundo estavam
postos nestes acontecimentos. O movimento contra a guerra do Vietname obrigou o Supremo Tribunal a permitir a publicação
dos Pentagon Papers (com informação secreta sobre as causas da guerra). Nos primeiros meses de 2000, o governo tomará o
pulso da nossa sociedade a respeito de Mumia, para decidir se avança ou vai ter de ceder.
No ano passado, o movimento em defesa de Mumia alcançou importantes êxitos.
Milhões de pessoas foram esclarecidas através de assembleias nas escolas públicas de Oakland; dos concertos dos Rage
Against the Ma­chine; do comício de Town Hall, em Nova York; da greve dos estivadores da costa do Pacífico; das
mobilizações de 24 de Abril; do discurso de graduação da Universidade de Evergren State College; das prisões por
desobediência civil junto à sede da Campanha pela Liberdade/Mumia 911 e da Semana de Consciência sobre Mumia. Mas não
nos iludamos. Temos de ampliar o movimento, o mais possível, para superar a oposição encarniçada, perigosa e bem
organizada, disposta a matar Mumia.
Convidamos todos
a participarem no movimento para impedir a execução de Mumia Abu-Jamal. Se te choca o que se passou nos tribunais com
Mumia e te preocupa que isso estabeleça um precedente jurídico, faz ouvir a tua voz. Se te opões à pena de morte, esta
batalha também é tua. Se acreditas na inocência de Mumia, há que atacar esta injustiça. Se te preocupa o silenciamento
das vozes incómodas, então ajuda-nos a fazer ouvir a voz de Mumia.
Todos podem fazer algo.
Temos planos de manifestações, anúncios publicitários e mobilizações populares, para que o nosso grito de justiça ressoe
por todo o país. A acção de cada um é importante. O advogado de Mumia, Leonard Weinglass, já recebeu mais de 15 mil
cartas para o juiz Yohn. Não podemos enviar mais 100 mil antes da audiência? Todos pertencemos a um grupo profissional
ou social. Não podemos tornar conhecido o caso na nossa escola, igreja, associação profissional, sindicato, junto de
amigos e familiares? Não podemos aproveitar comemorações como o dia de Martin Luther King para falar de Mumia? Não
podemos colar um cartaz em qualquer lado? O ano é de eleições. Não podemos obrigar os candidatos a tomar posição? O
governador Tom Ridge, da Pensilvania, assinou 179 ordens de execução; 106 delas para afro-americanos, apesar de em todo
o estado a população negra ser de 10%. Não podemos fazer com que seja conhecido por Governador da morte?
Está muita coisa em jogo na defesa da vida e voz de Mumia.
O movimento pró-Mumia ganhou o apoio de muitos movimentos que lutam contra a opressão dos que nos governam; a epidemia
da brutalidade policial nas comunidades negras e latinas; a expansão do complexo carcerário-industrial; a fácil
aplicação da pena de morte, que vai fazer com que haja 4.000 presos nos pavilhões da morte, no fim do ano.
Não podemos permitir que nos roubem a voz e a vida de Mumia. O trabalho do nosso movimento tornou o caso conhecido. Nos
meses que se seguem, até à decisão do tribunal distrital federal, temos de manifestar-nos com mais força, determinação e
criati­vidade.
Assinam:
Pam Africa, Familiares e Amigos Internacionais de Mumia Abu-Jamal
Safiya Bukhari, Comissão Liberdade para Mumia Abu--Jamal - Nova York
Ron Daniels, Centro pró-Direitos Constitucionais
Angela Davis, Universidade da Califórnia - Santa Cruz
Ossie Davis, actor
Martin Espada, poeta
Henry Louis Gates, Jr., Universidade de Harvard
Frances Goldin, agente literário
C. Clark Kissinger, Recusar & Resistir!
Jeff Mackler, Mobilização Liberdade para Mumia Abu--Jamal (norte da Califórnia)
Bob Mandel, Okland Education Association
Manning Marable, Congresso Radical Negro
Robert Meeropol, Fundo Rosenberg para as Crianças
Monica Moorehead, Milhões em Defesa de Mumia/IAC
Joan Parkin, Campanha para Parar a Pena de Morte
Marcus Rediker, Comité do Oeste de Pensilvania pró-Liberdade para Mumia (Pittsburgh)
Muhjah Shakir, Movimento de Amnistia Jericó
Rado Al Sharpton, Red Nacional de Acción
Mark Taylor, Académicos pró-Mumia Abu-Jamal
Michael Warren, advogado
Steve Wiser, Comunidades Bruderhof
Julia Wright, Familiares e Amigos Internacionais de Mumia Abu-Jamal (Paris)




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