A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Català_ Deutsch_ English_ Français_ Italiano_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ All_other_languages
{Info on A-Infos}

(pt) Jornal Insurreição nº 15 (parte II)

From Maria Cunha <maria.cunha@iname.com>
Date Mon, 28 Feb 2000 17:54:03 -0500


 ________________________________________________
      A - I N F O S  N E W S  S E R V I C E
            http://www.ainfos.ca/
 ________________________________________________

Freiburg, Alemanha, Quarta-feira, 02 de Fevereiro de 2000
Luciano
Acção Global dos Povos (www.agp.org)
desaparecido@gmx.de
Freiburg, Alemanha, Quarta-feira, 02 de Fevereiro de 2000
Luciano
Acção Global dos Povos (www.agp.org)
desaparecido@gmx.de

Car@s tod@s
Uma vez que tem havido pouco feedback da manifestação de Davos contra o Forum Mundial de Economia (WEF), aqui vai a
minha visão pessoal dum evento realmente inspirador.

Vim para Davos com mais três amigos, da Alemanha. Só no último minuto é que decidimos que queriamos estar lá. Sabia do
WEF e que Davos ficava nos Alpes, no leste da suiça.

A manifestação deste ano foi a terceira organizada contra o WEF, o encontro dos auto-proclamados líderes mundiais em
negócios e política. Nos anos anteriores, só 200 pessoas conseguiram chegar à montanha, segurando faixas na neve,
rodeadas por uma grande presença policial que não lhes permitia moverem-se e chegar perto do local da conferência.

Este ano, o WEF teve um significado especial, uma vez que surgiu depois de Seattle e nós sabemos que as multinacionais e
os governos industrializados ainda andam entusiasmados com a abertura de novos mercados, o continuar a liberalizar o
comércio e o encontrar novas formas de acumulação de capital, como solução (temporária) para a crise de sobre-produção.
Até Bill Clinton apareceu ao WEF, para tentar convencer a comunidade mundial de negócios da necessidade de avançar com a
Ronda do Milénio. Ele nunca tinha estado em Davos.

A coordenação Anti-OMC, na suiça, usou, de forma inteligente, os media para anunciar a sua manifestação. De facto, a
manif foi proibida para sábado, dia 29, que era o dia em que o rapaz Billy ia aparecer. A reacção da coordenação
anti-OMC foi clara: nenhum compromisso, manifestar-nos-emos no dia 29 independentemente do que quer que seja.

A mobilização foi surpreendente. Muitas pessoas atravessaram metade da europa para chegar aos alpes suiços. Acabamos por
ser 1300 pessoas, de frança, alemanha, suiça, itália, … provavelmente mais algum sítio.

Vários autocarros carregados de gente combinaram encontrar-se antecipadamente, de forma a aparecerem em comboio. Assim,
se a polícia os parasse, eles poderiam manifestar-se em conjunto, onde quer que fossem parados. Surpresa: a polícia
deixou todos os autocarros chegarem a Davos. Não estavam à espera de ver tanta gente. Parece que a estratégia foi a
mesma de Seattle: fazer crer que querem o chamado “diálogo com a sociedade civil”.

As pessoas juntaram-se na estação de comboio e, como eram mais do que os polícias, quebraram simplesmente as barreiras
policiais, marchando em direcção ao centro de conferências.

A disposição era boa, tipo eufórica. A manif foi fluida, não demasiadamente dividida em blocos (facções), teve uma boa
diversidade de pessoas e as declarações em francês, inglês, italiano e alemão foram completamente naturais para toda a
gente. Teve um carácter claramente internacionalista. As faixas e as palavras de ordem eram muito variadas incluindo
anti-fascistas, liberdade para Mumia, contra o domínio dos negócios, de solidariedade com o povo do equador, as
multinacionais não governarão o mundo, anti-capitalistas e as habituais, personificando as relações sociais dos
capitalistas malvados e das multinacionais.

Jose Bove, o agricultor francês da Confederation Paysanne esteve à cabeça da manif. A imprensa francesa tinha-o
transformado num ícone pop da resistência contra a liberalização do comércio global. A sua estratégia parece ter sido a
de estar tanto na rua, praticando acção directa e desrtruindo McDonald’s, como, ao mesmo tempo, estar pronto para
dialogar com Mike Moore e aceitar um bilhete de avião para Seattle pago pelo ministro francês da agricultura. A
Bovemania surpeendeu-nos. Metade do autocarro que tinha vindo da sua região trazia jornalistas. Ao mesmo tempo, era uma
táctica ideal para ter tanta imprensa nos autocarros de ida a Davos.
A coordenação anti-OMC tinha uma posição clara de “não-diálogo com o WEF”. Jose Bove respeitou essa decisão e anunciou
previamente que, apesar de ter um convite do WEF, iria pedir a Claus Schwab (o organizador do WEF) para vir cá fora e
falar com ele na rua, com toda a gente. A ideia era a de que Bove iria lá dentro só se todos os seus amigos também o
pudessem fazer.

A terceira barreira policial foi a que conseguiu que a manifestação não se aproximasse demasiado do centro de
conferências. A manif não conseguiu ultrapassar esta barreira. A maioria das pessoas recuou.

O pequeno grupo que ficou incluia Jose Bove. Não teve sucesso a sua tentativa de trazer cá para fora o sr. Schwab e
foram penalizados com gás pimenta e balas de borracha. Isto foi, logicamente, filmado por toda a imprensa e foi uma das
imagens que foi parar à maioria dos jornais: Jose Bove, com o seu aspecto de Asterix, à frente da linha de polícias,
vestidos, como de costume, para matar. O interessante é que, no dia seguinte, um comunicado de imprensa foi distribuido,
assinado pela Confederations Paysanne, pela Droits Devants e por representantes da ATTAC, a pedir à comunidade das ONGs
que terminassem todo o diálogo com o WEF.

Um amigo meu disse “nada politiza mais do que um cacetete de polícia”. Apesar de, provavelmente, isto ser tudo
estratégia, será interessante ver se estes grupos continuarão a sua linha ONG de fazer de conta que representam a
sociedade civil e a querer um controle dos cidadãos sobre a OMC… ver-se-á.

O resto da manif afastou-se, em direcção ao hotel onde os participantes da WEF estavam instalados. No caminho, as
janelas do McDonald’s foram destruidas em frente das câmaras e da polícia, que tinha ordens para não intervir. Um
momento bonito aconteceu quando um grupo de pessoas deitou abaixo um desses enormes placards de publicidade do McDonald’
s que dizia: “pensa global - come local”. Era tal a provocação que foi entusiasticamente destruido pela multidão.
Pegou-se fogo aos tecidos do placard. A grande núvem de fumo criada por este “incêdio” dirigiu-se para o tal hotel. As
pessaos gracejavam: “o fantasma de Davos foi exorcizado”, e coisas assim.

A multidão manteve-se em frente ao hotel por um tempo considerável. Foram feitas várias declaraçãoes, em várias línguas.
Uma coisa espantosa foi quando um representante do Ya Basta Milano, que tinha contacto telefónico com Milão, anunciou
que 20000 pessoas que protestavam contra o Via Corelli (centro de detenção onde as pessoas são inumanamente torturadas
antes de serem recambiadas para os seus países) tinham conseguido entrar. Isto é uma vitória conseguida “só pela luta
das pessoas”, disse. Uma declaração do povo equatoriano foi lida em voz alta. A nossa resistência é mais multinacional
do que nunca.

Como a polícia não fazia nada, havia um grupo de pessoas empenhado em causar danos patrimoniais e em chatear a polícia.
Arrancaram-se e queimaram-se bandeiras do hotel (a dos EUA e a da UE, claro). Estragaram-se carros e atirou-se (de forma
massiva) com bolas de neve à linha policial que estava à frente do hotel. Convicções violentas e não-violentas
coexistiram naquele momento particular. Alguém disse: “estamos a jogar o jogo deles, se fizermos isto”. Acho que a maior
parte das pessoas não se importva com os danos no património, mas não se sentiam bem com o facto de a violência não
estar a ser usada como uma defesa em relação à polícia.

De facto, um pequeno grupo de pessoas pegou em dois polícias. Ficaram ambos feridos. Bateram-lhes mesmo depois de os
polícias estarem inconscientes. Este incidente foi condenado por todas as pessoas com quem falei. As pessoas da manif
até começaram a defender o polícia, quando ele estava deitado entre dois carros. Não ficou claro quem eram essas pessoas
que espancaram os polícias, nem quais as suas motivações. O seu acto foi simplesmente brutal e não tem nada a ver com
alterações sociais drásticas.

Resultado: a cobertura da imprensa, sobretudo da suiça-alemã foi dominada pelas imagens de Bill Clinton e do polícia
ensangüentado. Não houve uma única fotografia de uma faixa. Os artigos só relataram o número de pessoas, a temperatura,
as janelas partidas, as ruas pelas quais andamos e, claro, nada acerca do tipo de filhos da mãe ilegítimos que são estes
auto-proclamados líderes mundiais, nada acerca de pessoas que contestavam um aumento da liberalização comercial e o
capitalismo, ou sobre o equador ou Mumia Abu Jamal …… ignorados, claro.
Um dos autocarros, vindo de frança, não conseguiu lá chegar e foi parado por uma barreira policial cerca de 10km antes
de Davos. As pessoas sairam do autocarro, furaram a barreira e caminharam pela rua fora, provocando uma enorme confusão
no trânsito. Chegaram a Davos quando a manifestação já estava a acabar, mas sentiram-se como tendo contribuido com a sua
parte.

Muitas pessoas, que tinham vindo de longe, pernoitaram em Davos, no Reithhalle Bern, que é um centro autónomo ocupado
enorme. (Para quem quer que vá a Berna, recomendo que lhe dêem uma vista de olhos. É enorme e encontrarão gente boa e
amiga.)

O Reithalle foi uma óptima oportunidade para contactar mais directamente com outras pessoas. Algo que ficou claro para
mim, foi que Seattle marcou o fim de um periodo. A ideia da Acção Global dos Povos foi lançada à volta da ideia de nos
focarmos na OMC e no “comércio livre”. Este capítulo acabou. Cada vez mais gente vai tomando consciência de que isto já
não chega: o discurso é facilmente recuperável pela comunidade reformista das ONGs, que vai de mão dada com os governos
que estão a executar o truque do chamado “diálogo com a sociedade civil”. Quase toda a gente concordou que temos que
alargar o nosso discurso e a nossa análise, se não queremos acabar a contribuir para a estabilização e a modernização da
capitalismo. A OMC e o “comércio livre” não são mais do que manifestações de relações sociais ocultas em que todos
estamos envolvidos e que precisam de ser examinadas, entendidas e derrubadas. Se não conseguirmos formular aquilo por
que lutamos, o nosso protesto será facilmente recuperado e incorporado no desenvolvimento capitalista. Bastante gente
achou que o 1 de Maio (Mayday) era uma boa altura para iniciar uma discussão mais profunda com variados sectores
sociais.

O espírito era bom, sentimo-nos todos inspirados, mas cansados. Voltei da suiça com o sentimento de ter fechado um
capítulo e curioso sobre os próximos passos que vamos tomar.

Amor, raiva e caos
Luciano

Para mais informação:
Anti-WTO-Koordination Schweiz
c/o Reithalle Bern
Postfach 5053
3001 Bern
tel. 031 302 66 60; fax: 031 302 78 74
e-mail: anti-wto@reitschule.ch
web: www.reitschule.ch/reitschule/anti-wto
Sabri
SOncu@aol.com
EUA
(em resposta a Luciano)
Algo que ficou claro para mim, foi que Seattle marcou o fim de um periodo. A ideia da Acção Global dos Povos foi lançada
à volta da ideia de nos focarmos na OMC e no “comércio livre”. Este capítulo acabou. Cada vez mais gente vai tomando
consciência de que isto já não chega: o discurso é facilmente recuperável pela comunidade reformista das ONGs, que vai
de mão dada com os governos que estão a executar o truque do chamado “diálogo com a sociedade civil”. Quase toda a gente
concordou que temos que alargar o nosso discurso e a nossa análise, se não queremos acabar a contribuir para a
estabilização e a modernização da capitalismo. A OMC e o “comércio livre” não são mais do que manifestações de relações
sociais ocultas em que todos estamos envolvidos e que precisam de ser examinadas, entendidas e derrubadas. Se não
conseguirmos formular aquilo por que lutamos, o nosso protesto será facilmente recuperado e incorporado no
desenvolvimento capitalista. Bastante gente achou que o 1 de Maio (Mayday) era uma boa altura para iniciar uma discussão
mais profunda com variados sectores sociais.

O espírito era bom, sentimo-nos todos inspirados, mas cansados. Voltei da suiça com o sentimento de ter fechado um
capítulo e curioso sobre os próximos passos que vamos tomar.

Amor, raiva e caos
Luciano

Deixem-me destacar, da passagem anterior, o seguinte:

Se não conseguirmos formular aquilo por que lutamos, o nosso protesto será facilmente recuperado e incorporado no
desenvolvimento capitalista.

Provavelmente, eu trocaria o “será” pelo “poderá ser”, mas, seja um ou outro, o perigo de que o Luciano nos fala existe.
Não sei se esta lista de discussão será a plataforma ideal para começar tal formulação. No entanto, convido todos os
subscritores a pensar sobre isto e a encarar este problema como um tópico importante para discussão nas reuniões locais
de organização do Mayday (1 de Maio, dia internacional de acção global contra o capitalismo).

Como algumas pessoas desta lista concordarão, o capitalismo atravessa a sua maior crise das últimas décadas. Estão a
procurar formas de sair da crise, claro, às nossas custas. Precisam de estabilidade, como se pode, facilmente, inferir
de muitas declarações dos navegadores da economia mundial, como o Summers, Greenspan, Rubin (antes de ir embora) e
outros que tais. Há poucas semanas, o Summer disse-nos que era do interesse dos EUA manter a estabilidade no equador, ou
qualquer coisa assim. E todos sabemos que, agora, o equador está bastante “estável”, claro, às custas dos equa-torianos.

Como um sistema de stocks dinâmico, o capitalismo é extremamente instável. A sobreprodução está no máximo e a hegemonia
dos EUA está a ser desafiada pela UE e pelo japão. Este tipo de instabilidades é geralmente, mas não necessariamente,
seguida do caos. É por isto que devemos estar com a máxima atenção na formulação do que pretendemos. De outra forma, o
próximo equilíbrio “estável” em que nos encontrarmos não será necessariamente agradável para as pessoas.

Como disse o Luciano: Amor, Raiva e Caos.
Spyder
EUA
(em resposta a Sabri - EUA)
(…) o capitalismo atravessa a sua maior crise das últimas décadas. Estão a procurar formas de sair da crise, claro, às
nossas custas. Precisam de estabilidade.

Eles não podem sair da crise. Não se trata da maior crise das últimas décadas. Trata-se do fim do capitalismo.

Passaram das marcas e já estão a viver em tempo emprestado, porque não conseguem admitir que estão errados.

Acho que foi o chuckO que enviou um texto onde parafraseava os organizadores do encontro de Davos, dizendo que “não
aguentaremos outro Seattle” (…).

Outro Seattle seria demasiada má publicidade, é tempo de aumentar a pressão, ir-lhes às bentas da maneira que possas,
começar a ser um peso para o sistema, fazer chamadas telefónicas gratuitas, enviar correio grátis, marcar e desmarcar
entrevistas, começar a dar-lhes nós às mãos.

Poder para todos os povos do mundo

Sabri
Em resposta a Spyder
Eles não podem sair da crise. Não se trata da maior crise das últimas décadas. Trata-se do fim do capitalismo.
Passaram das marcas e já estão a viver em tempo emprestado, porque não conseguem admitir que estão errados.

Obrigado Spyder,

Acho que sou demasiado “científico” para por as coisas duma forma tão directa como tu. A minha preocupação é não saber
quando irá acabar e, quando acabar, o que se lhe seguirá. Mais uma vez, é por isso que é muito importante que “nós” nos
comecemos a preocupar com a formulação daquilo por que lutamos, tão cedo quanto possível, seja quem for esse “nós”. Esta
tem sido uma discussão recorrente desde os dias do J18 (o 1º dia internacional de acção global contra o capitalismo) e
ainda estou para ver uma solução para este debate. Se é que se pode encontrar alguma solução.

O mesmo aqui: poder para todos os povos do mundo.

P.S: Não achas que pode haver quem ache que tu e eu somos psicologicamente “instáveis”, uma vez que acreditamos que o
capitalismo pode acabar? Lembra-te: Fukuyama declarou o fim da história há algum tempo (apesar de ter tido que voltar
atrás em 1998) De acordo com alguns, viveremos felizes para sempre da forma que vivemos hoje. Himm!..
  Confederazione Nazionale COBAS
Movemento Antagonista Toscano
Officina 99 - SKA
Realtà antagoniste romane
1 de Fevereiro de 2000

Exorcizar o espírito de Davos

Foi verdade!

Debaixo do holofotes dos media, em Davos, a revolta, depois da combustão lenta, explodiu. Aconteceu que muita gente
demonstrou que não concorda com um mundo que é feito pelo WEF, pela OMC, pelo Banco Mundial e pela NATO.

Aconteceu que muita gente disse NÃO à barbaridade do pensamento neoliberal e ao seu “rosto humano”.

Na “pequena grande cidade global”, a força da revolta de Seattle foi, logicamente, continuada, um processo que foi
invocado em Seattle pela acção directa de milhares de activistas nas ruas.

É possível a rebelião, o magma vulcânico daqueles que recusam os efeitos da globalização assemelha-se cada vez mais a um
movimento real, que pode, não só tirar o véu à barbaridade do capital, mas também mostrar e praticar a rebelião contra
ele, generalizando uma mensagem que se deve tornar clara para toda a gente: já não há espaço para reformar a
barbaridade. A única resposta à propriedade é recolocar a humanidade em primeiro lugar.

E é a necessidade de recolocar a humanidade em primeiro lugar que nos deu a capacidade real, em Davos como em Seattle,
de unir grupos diferentes (desde a Confederation Paysanne, de Bove, até activistas de centros sociais, que partilham um
objectivo comum, a batalha contra a globalização, e que, encarando as suas diferenças como riquezas, podem generalizar e
espalhar a batalha contra o neo-liberalismo.

(…)

Acreditamos que aqui, em Itália, temos, também nós, que assumir/adoptar/seguir este método e que, ao construir a nossa
pequena ou grande batalha contra os poderes neoliberais, sejam eles D’Alema ou Berlusconi, temos que conseguir não olhar
para o que nos divide, mas focarmo-nos nos objectivos que nos unem, unindo os nós de ambigüidade que, freqüente-mente,
nos envolve em dificuldades, como no caso do comportamento de camaleão daqueles que pensam que podem combater ao mesmo
tempo que se aliam aos governos neoliberais.

Este método deve levar-nos, começando pelo nosso trabalho na comunidade, a um papel importante no processo que pode ter
impacto e ser credível, em todas as mobilizações que nos esperam, de Génova, contra a exposição de biotecnologia, a
Florença, contra a NATO, ao 1 de Maio, pela humanidade, de forma a que estas experiências não sejam
auto-representativas, mas que se transformem em protagonistas da construção de um movimento global que consiga destruir
a barbaridade da globalização para globalizar a humanidade.





                       ********
               The A-Infos News Service
      News about and of interest to anarchists
                       ********
               COMMANDS: lists@tao.ca
               REPLIES: a-infos-d@lists.tao.ca
               HELP: a-infos-org@lists.tao.ca
               WWW: http://www.ainfos.ca
               INFO: http://www.ainfos.ca/org

 To receive a-infos in one language only mail lists@tao.ca the message
                unsubscribe a-infos
                subscribe a-infos-X
 where X = en, ca, de, fr, etc. (i.e. the language code)


A-Infos
News