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(pt) Comunicado do EZLN de 9/02 sobre os estudantes da UNAM

From worker-ainfos@lists.tao.ca
Date Sat, 12 Feb 2000 15:47:02 -0500


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      A - I N F O S  N E W S  S E R V I C E
            http://www.ainfos.ca/
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Nota do editor: retirado do site do EZLN: Yá Basta
http://www.ezln.org/archive/ezln000209-por.htm

Exército Zapatista de Libertação Nacional
México.
Tradução e notas de rodapé de Emilio Gennari.

México, Fevereiro de 2000.
Ao Povo do México
Aos Povos e Governos do mundo
Irmãos e irmãs:
Hoje, 09 de fevereiro deste ano, uma multidão de mexicanos e mexicanas unirá suas vozes e seus
passos para protestar contra a ocupação paramilitar da UNAM, para reivindicar a libertação de todos
os estudantes presos, para exigir a retomada do diálogo.
Nós zapatistas nos unimos a esta mobilização e dizemos a nossa palavra:
Primeiro. Mais uma vez, o governo de Ernesto Zedillo respondeu com o uso da força ás legítimas
reivindicações de um grupo de mexicanos e mexicanas. Hoje, os presídios se enchem de lutadores
sociais. Centenas de jovens estudantes universitários têm sido feitos prisioneiros numa clara
violação á lei, ao sentimento comum e á razão. A Universidade Nacional Autónoma do México é
transformada num quartel de paramilitares.
Segundo. O mês de fevereiro já é o símbolo de um governo. Como acontece hoje na UNAM, em fevereiro
de 1995 traiu a vontade de diálogo. Em fevereiro de 1996, fez de conta que assumia o seu acordo para
o fim da guerra no sudeste mexicano.(*) Em fevereiro de 2000 se refugia no único argumento das
cacetadas e da prisão. Os fevereiros de Zedillo são os da simulação, da traição, do golpe repressor,
do cárcere como política de Estado.
Terceiro. Os protestos não se fizeram esperar. Ninguém pode falar de democracia, de liberdade ou de
justiça neste país enquanto os estudantes enchem os presídios e não as salas de aula, enquanto os
paramilitares ocupam escolas, enquanto o diálogo se converte em sarcasmo e não há outra verdade a
não ser a violência.
Quarto. Além da serena valentia dos estudantes que hoje estão presos, entre as reações populares
devem ser destacados o combativo apoio dos pais de família, que não só não abandonaram seus filhos
como têm se mostrado dignos e firmes, e a pronta reação das organizações políticas e sociais de
esquerda e dos intelectuais progressistas que, deixando de lado suas diferenças, se unem para exigir
que se repare a injustiça cometida.
Quinto. Diante da justa indignação popular, o governo responde com a pretensão de desarticular as
mobilizações libertando alguns estudantes e deixando presos os que considera "menos populares".
Sexto. De nossa parte, nós zapatistas nos unimos á convocação das forças progressistas do país para,
a partir de hoje, alimentar uma campanha permanente de mobilizações pacíficas em todo o país
exigindo a liberdade para todos os estudantes presos, a saída da polícia federal das escolas, a
volta ao diálogo, que se pare a política fascista e se expresse o repúdio á direita nacional.
Levantemos uma mobilização nacional contra a agressão á Universidade Nacional.
Sétimo. Não é o momento do silêncio. Não é o momento do imobilismo. Não é o momento do cinismo. Não
é o momento do desânimo. Não é o momento do desespero ou da derrota.
E a hora da palavra que se mobiliza. E a hora da unidade. É a hora da esperança e de lutar por ...
Democracia!
Liberdade!
Justiça!
Das montanhas do Sudeste Mexicano
Pelo Comité Clandestino Revolucionário Indígena - Comando Geral do Exército Zapatista de Libertação
Nacional.
Subcomandante Insurgente Marcos.
México, Fevereiro de 2000.

No dia 09 de fevereiro de 1995, Zedillo apareceu na mídia anunciando que havia sido descoberta a
verdadeira identidade dos dirigentes zapatistas e que já haviam sido expedidas as ordens de prisão.
Com base nesta declaração, anunciada justamente no momento em que se empreendiam os esforços para o
diálogo, o governo federal lançava uma ampla ofensiva militar contra as comunidades indígenas, bases
de apoio do EZLN, e prendia vários civis sob a acusação de pertencerem ao EZLN e de estar preparando
ações de sabotagem. Em fevereiro de 1996, o governo Zedillo assinava os Acordos de San Andrés,
referentes aos Direitos Indígenas, que serviriam de base para a reforma da Constituição. Até o
momento, o governo federal mexicano descumpriu o que havia acordado com o EZLN.

Para mais informações sobre CONSEJO GENERAL DE HUELGA na UNAM veja
http://www.geocities.com/Baja/Mesa/9813/





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